Há já alguns anos que a relação personalizada (customer centric) é parte integrante da experiência do cliente das marcas. Esse compromisso necessita de uma recolha de dados pessoais direcionada e adaptada para desenvolver uma experiência do cliente hiperpersonalizada.

O desafio para as marcas é implementar uma relação com o cliente mais humana, mais centrada nos interesses dos seus clientes e seguidores para, em última análise, promover a fidelização à marca e melhorar a taxa de conversão!

Num contexto de evolução permanente das estratégias das marcas, reforçada pelo contexto sanitário, que provoca um excesso de solicitações por parte dos consumidores, a transparência inerente ao Regulamento Geral sobre Proteção de Dados (RGPD) é um elemento indissociável da confiança digital que as marcas devem aproveitar.

A transparência e a segurança constituem os dois fios condutores da proteção de dados, ao passo que os serviços de marketing das marcas apresentam uma criatividade sem limites para captar os dados pertinentes com o intuito de direcionar, interessar e comunicar no círculo de influência da marca

Estas restrições regulamentares e aspirações comerciais são contraditórias e irreconciliáveis?

Tornar a proteção de dados uma oportunidade comercial pode provocar um sorriso!

Porém, observando mais de perto e por analogia com outros domínios regulamentares, como a RSE, por exemplo, diferenciar-se, respeitar os direitos dos seus clientes com total transparência, educá-los e respeitá-los, não é um desafio para as marcas?

Esta abordagem social e responsável é uma verdadeira tendência, por isso, tornar o RGPD um instrumento de mudança, um marcador «comercializável» para as marcas, no sentido de desenvolverem, a longo prazo, uma relação de confiança com os seus clientes, é uma nova via a explorar, sem dúvida…

Às vossas marcas, proteger, vender!!!

    Damien Reveillon, Diretor Jurídico Armatis